
Fundador e dono de 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Catanduva FC, o padre e prefeito reeleito do município, Padre Osvaldo de Oliveira Rosa, colocou a equipe à venda pelo valor inicial de R$ 1,5 milhão. A dificuldade em conciliar a rotina sacerdotal com as agendas da prefeitura e a gestão do time da Série A3 do Campeonato Paulista motivou a decisão de buscar novos investidores.
O sacerdote revelou ter recebido seis propostas de compra com valores que variam entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões, vindas de diferentes regiões do Brasil e de países como Colômbia e Estados Unidos. Apesar das sondagens avançadas, Padre Osvaldo ressalta que não há contrato assinado. "Qualquer proposta será avaliada com responsabilidade, respeitando a história e o vínculo do Catanduva com a cidade", declarou o dirigente.
Ele reconhece que o preço estipulado poderia ser superior, mas sofre impacto direto pelo fato de o clube não possuir estádio próprio, mandando seus jogos no Estádio Municipal Silvio Salles. Mesmo que as negociações não sejam seladas até o fim do ano, a participação do "Santo" na Série A3 do Paulistão está confirmada para a próxima temporada.
Fundado em 14 de novembro de 2017 a partir de um projeto de catequese que condicionava os treinos ao estudo religioso, o Catanduva tem o mascote e escudo ligados à fé católica e à bandeira local. Com auxílio de seu irmão, o também padre Ernesto, e patrocinadores locais, a equipe conquistou o acesso na "Bezinha" em 2023 e soma 143 jogos na história, acumulando 56 vitórias, 48 empates e 39 derrotas (50,3% de aproveitamento).
A cidade conta ainda com o tradicional Grêmio Catanduvense, fundado em 1999 e que disputou a elite em 2012, mas que encerrou a quinta divisão estadual em 2026 com saldo negativo de 62 gols em dez partidas. Enquanto isso, Padre Osvaldo, reeleito pelo PL em 2024 com 51,02% dos votos, segue no comando da Prefeitura de Catanduva até 31 de dezembro de 2028.
Samir Cesar – Tanabi Notícias



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