
Júlia Vitória Maciel de Oliveira, de 6 anos, morreu no último sábado (31), na Santa Casa de Rio Claro (SP). A menina ficou conhecida após uma campanha que buscava arrecadar R$ 12 milhões para custear um transplante de múltiplos órgãos digestivos nos Estados Unidos.
Júlia nasceu com Síndrome de Berdon, doença rara e sem cura que compromete o funcionamento do intestino, estômago e bexiga. O diagnóstico foi confirmado três dias após seu nascimento.
Segundo o pai, Edenilson Oliveira, a menina passou por exames e uma endoscopia na quarta-feira (28), em São Paulo. Após retornar a Rio Claro, apresentou febre e sinais de infecção. Na sexta-feira (30), seu quadro se agravou, com problemas respiratórios e hipoglicemia.
Transferida para a Santa Casa, Júlia morreu em decorrência de insuficiência respiratória, falência renal, sepse e complicações da síndrome.
"Ela teve uma morte muito repentina. A doença dela já era muito delicada e foi uma coisa muito rápida", lamentou o pai.
O tratamento indicado era o transplante multivisceral, que envolveria estômago, duodeno, intestinos delgado e grosso, fígado e pâncreas. A família chegou a recorrer à Justiça para conseguir o custeio pela União, mas teve o pedido negado em duas instâncias.
Júlia passou os primeiros meses de vida internada e, mesmo após voltar para casa, dependia de uma bomba de infusão para receber alimentação por cateter, permanecendo cerca de 20 horas por dia conectada à rede elétrica.
A mãe, Bianca Maciel de Oliveira, deixou suas atividades para se dedicar integralmente à filha. "Eu vivo para ela, vivo em torno dela. Minha rotina é medicação que tem que dar o dia inteiro para ela, é o dia inteiro fazendo procedimentos nela", relatou.
O sepultamento ocorreu no domingo (1º), no Memorial Cidade Jardim, em Rio Claro.
Samir Cesar – Tanabi Notícias
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